
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou nesta quarta-feira (3) o recolhimento e a suspensão da comercialização, distribuição e uso de um lote de água mineral natural sem gás da marca Crystal. A decisão foi tomada após a identificação da bactéria Pseudomonas aeruginosa em amostras do produto. O lote específico afetado pela medida é o P 200126, fabricado pela Mineração Bom Jesus Ltda., localizada em Luziânia, Goiás.
A Mineração Bom Jesus Ltda. faz parte do Sistema Coca-Cola, que detém a marca Crystal e explora diversas fontes minerais em todo o país. A investigação que levou à interdição do lote teve início com uma coleta de rotina realizada pela Diretoria de Vigilância Sanitária do Distrito Federal (Divisa-DF). As análises laboratoriais, conduzidas pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen-DF), confirmaram a presença da bactéria, resultando no Laudo de Análise Fiscal Definitivo nº 76.CP.0/2026.
O lote P 200126, com validade até 20 de janeiro de 2027, compreende um total de 374,4 mil garrafas de 500 ml. Segundo informações fornecidas pela empresa à Anvisa, essas garrafas foram distribuídas para diversas regiões do Brasil. O Distrito Federal recebeu a maior parte, com 230.443 garrafas. Em Goiás, 66.768 garrafas foram comercializadas em cidades como Águas Lindas de Goiás, Luziânia, Novo Gama e Valparaíso de Goiás, entre outras. São Paulo recebeu 75.750 garrafas, distribuídas em Sorocaba, Itapetininga, Itu, São Roque e Tatuí. Já o Tocantins teve 1.439 garrafas destinadas a Arraias, Combinado e Novo Alegre.
Para identificar o produto, os consumidores devem verificar a marcação no corpo da garrafa, que deve conter o nome do lote P 200126 e a inscrição LZ1 VAL 200127 3 P 200126. A orientação da Anvisa é que os consumidores que possuam garrafas desse lote interrompam imediatamente o uso e entrem em contato com o atendimento ao cliente da empresa para solicitar a substituição ou o reembolso. Os canais de contato são o telefone 0800 061 5000 ou o e-mail contato@brasal.com.br.
A Mineração Bom Jesus Ltda. informou à Anvisa que iniciou prontamente o recolhimento junto às distribuidoras e estima que aproximadamente 99,2% das unidades do lote já não estão mais disponíveis para venda. A empresa também relatou que, até o momento, não há registros de reclamações de consumidores relacionadas a este lote em seus canais oficiais. A Mineração Bom Jesus Ltda. realizou uma investigação interna, apresentou documentação à agência reguladora e tem colaborado com as autoridades sanitárias. As informações disponíveis indicam que o problema está restrito ao lote específico, e a investigação continua em andamento, sendo acompanhada pela Anvisa e pelos órgãos de vigilância sanitária envolvidos.

