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Março Azul: Dr. Marllus Soares detalha idade ideal para fazer rastreio do câncer de intestino

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Published: março 9, 2026
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4 Min Read
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Dr. Marllus Soares (Foto: Instagram)

O câncer colorretal, popularmente conhecido como câncer de intestino, é hoje um dos tumores mais incidentes no Brasil, figurando ainda entre as principais causas de morte por câncer no país. Segundo estimativas recentes do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil registra aproximadamente 45 mil novos casos por ano, somando homens e mulheres, o que coloca a doença entre as três neoplasias mais frequentes na população brasileira — atrás apenas de mama e próstata em incidência geral.

Seu desenvolvimento pode acontecer tanto no intestino grosso quanto no reto. Contudo, mesmo diante desses números expressivos, o câncer colorretal é um dos tumores com maior potencial de prevenção e cura quando diagnosticado precocemente. Agora, qual seria a idade ideal para o rastreio do câncer de intestino?

A Sociedade Americana de Câncer recomenda, através de suas diretrizes, que o rastreio se inicie aos 45 anos para pessoas de risco. Ou seja, se antes a idade ideal era 50 anos, o aumento progressivo de casos em adultos resultou nessa mudança. Porém, uma única ida ao consultório não define um pleno diagnóstico. “A manutenção dessa inspeção deve acontecer até, pelo menos, os setenta e cinco anos. E após essa idade, a decisão precisa ser individualizada.”, explica o Dr. Marllus Soares, coloproctologista especializado no tratamento das doenças do reto, ânus e intestino. Além disso, tal rastreio deve ser incorporado de forma mais ampla na prática clínica em todas as regiões do país.

Pessoas com histórico familiar de câncer colorretal em parentes de primeiro grau precisam antecipar o rastreio. “Ele é, inclusive, fundamental porque esse tipo de câncer costuma se desenvolver lentamente, a partir de pólipos (pequenas lesões benignas que crescem na parede do intestino grosso), ou seja, um processo que pode levar anos e silencioso nas fases iniciais.”, revela o Dr. Marllus.

Geralmente os exames para diagnóstico são simples, não invasivos e de baixo custo, como os de sangue oculto nas fezes PSOF ou FIT. Esses devem ser realizados anualmente e caso a resposta seja positiva, há a necessidade de colonoscopia. Ela permite a visualização de todo o intestino grosso, identificando e removendo os pólipos durante o procedimento. Possibilita ainda a biópsia de lesões suspeitas. “Em quadros normais, sem alterações, a colonoscopia pode ser repetida a cada 10 anos em pacientes de risco médio.”, aponta o coloproctologista.

Vale lembrar que: a colonoscopia previne o câncer ao retirar as lesões precursoras. Muitas são as pessoas que perguntam sobre os sintomas. O sangue nas fezes, a mudança persistente do hábito intestinal, dor abdominal recorrente, perda de peso inexplicada e anemia sem causa aparente são sinais que exigem investigação médica imediata. E isso independe da idade.

Março Azul: conscientização que salva vidas

Sabe-se que hoje a principal barreira na luta contra o câncer colorretal não é a falta de tecnologia, mas o atraso na procura por avaliação. Sendo assim, o “Março Azul” é o mês dedicado à conscientização sobre o câncer de intestino. Sua proposta é reforçar três mensagens centrais: de que esse tipo de neoplasia é frequente no Brasil, seu rastreio salva vidas e detectá-lo precocemente aumenta muito as chances de cura.

“O câncer colorretal é uma doença silenciosa, mas altamente prevenível. A partir dos quarenta e cinco anos, converse com um médico especialista sobre o rastreio. A informação gera prevenção. E a prevenção salva vidas”, finaliza o Dr. Marllus Soares.

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