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Pesquisas revelam os principais mitos sobre o sono dos bebês

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Published: março 10, 2026
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5 Min Read
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Créditos: Foto/Divulgação

Crenças comuns sobre o descanso infantil geram estresse desnecessário aos pais

Os ciclos de sono e vigília dos bebês frequentemente se tornam uma fonte de tensão para os pais, impulsionados por uma vasta quantidade de desinformação. Este tema, que é alvo de inúmeros livros, programas de coaching e conselhos comerciais, está repleto de mitos que podem causar estresse desnecessário. A ciência, no entanto, oferece uma perspectiva mais clara sobre o que realmente acontece durante o sono dos pequenos.

A crença de que os bebês devem dormir a noite toda a partir dos seis meses de idade, ou que sonecas em movimento não são restauradoras, são exemplos de conceitos amplamente difundidos que nem sempre encontram respaldo em pesquisas. A indústria do sono infantil, com suas promessas e soluções, muitas vezes perpetua essas ideias, contribuindo para a ansiedade dos pais que se esforçam para seguir padrões irrealistas.

Um dos mitos mais persistentes é o de que a maioria dos bebês dorme a noite toda. Grandes estudos, como um realizado na Noruega com mais de 55 mil bebês, revelaram que cerca de sete em cada dez crianças com seis meses de idade acordam pelo menos uma vez por noite. Aos 18 meses, mais de uma em cada quatro ainda mantém esse padrão. Uma pesquisa finlandesa com 5,7 mil crianças corroborou esses dados, mostrando que bebês de três a oito meses acordam, em média, mais de duas vezes por noite, e uma minoria significativa (16,5% aos três meses e 22,3% aos oito meses) dorme a noite toda. Além disso, o despertar noturno nem sempre é um sinal de que o bebê precisa ser “ensinado” a dormir; condições de saúde como deficiência de ferro, alergias alimentares, doença do refluxo gastroesofágico (DRGE), infecções de ouvido e apneia obstrutiva do sono podem influenciar o sono agitado.

Outra ideia comum é que os bebês precisam de 12 horas de sono por noite. Contudo, um estudo australiano com 5 mil bebês indicou que a média de sono diário para crianças de até quase cinco anos é de 11 horas, não 12. Em diversas partes do mundo, especialmente em países asiáticos, os bebês dormem significativamente menos. A Academia Americana de Medicina do Sono recomenda um sono total de 12 a 16 horas em 24 horas para bebês de quatro a 12 meses, e de 11 a 14 horas para crianças de um a dois anos, sem especificar a divisão entre sono noturno e sonecas. Adicionalmente, a crença de que sonecas em movimento não são restauradoras é desmentida por pesquisas que mostram que o balanço suave pode, na verdade, ajudar os bebês a adormecer e até aumentar o tempo nos estágios de sono profundo, como observado em estudos com adultos.

Por fim, a noção de que “o sono atrai o sono” – ou seja, quanto mais uma criança dorme durante o dia, mais ela dormirá à noite – não é consistentemente confirmada pela ciência. Para bebês mais velhos e crianças em idade pré-escolar, muitos estudos indicam o contrário: sonecas diurnas podem prolongar o tempo para adormecer à noite e aumentar os despertares noturnos. Embora um estudo com actigrafia tenha sugerido que sonecas mais longas poderiam levar a um sono noturno ligeiramente maior em bebês de 24 semanas, a diferença foi mínima e as razões podem estar ligadas a outros fatores, como surtos de crescimento. Este levantamento da BBC conclui que as necessidades de sono são individuais e variáveis, e, assim como os adultos, os bebês não podem ser forçados a dormir mais do que seus corpos necessitam.

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